Como o cálculo é feito
A autonomia é a energia útil da bateria dividida pela potência dos aparelhos:
Energia útil (Wh) = capacidade (Wh) × 0,85
Horas por aparelho = energia útil ÷ potência do aparelho (W)
Horas com todos juntos = energia útil ÷ soma das potências
O fator 0,85 representa as perdas do inversor interno, que converte a energia da bateria em 127 V ou 220 V. Pelas saídas USB e 12 V a perda é menor, então a autonomia real nesses casos tende a ser um pouco maior.
Exemplo: power station de 768 Wh com notebook de 60 W: 768 × 0,85 ÷ 60 = 10,9 horas.
Geladeiras, freezers e ar-condicionado têm compressor que liga e desliga. Se você usar a potência da etiqueta, o resultado fica conservador; para um número mais próximo, use o consumo diário (kWh/mês da etiqueta ÷ 30 ÷ 24 × 1.000 = potência média em W).
Perguntas frequentes
Uma power station de 1.000 Wh aguenta uma geladeira por quanto tempo?
Uma geladeira frost free média consome cerca de 1,2 kWh por dia, ou 50 W em média. Com 85% de aproveitamento, uma power station de 1.000 Wh aguenta perto de 17 horas. Ela também precisa ter potência de saída suficiente para o pico de partida do compressor.
O que é mais importante: Wh ou W?
Os dois. Os Wh (capacidade) dizem por quanto tempo ela aguenta; os W (potência de saída) dizem quais aparelhos ela consegue ligar. Um aparelho acima da potência de saída desliga a power station, mesmo com bateria cheia.
Dá para usar e carregar ao mesmo tempo?
A maioria dos modelos atuais permite (pass-through). Com uma placa solar ligada, a autonomia aumenta durante o dia, porque parte da energia consumida vem do sol.
Por que a autonomia real foi menor que a calculada?
Além das perdas do inversor, aparelhos como secador, chaleira e micro-ondas têm potência real maior que a anunciada ou picos de consumo. Baterias em lugares muito quentes ou frios também rendem menos.